terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reconhecer o erro

Reconhecer que a gente errou não é tão fácil. É um pouco constrangedor, eu sei, mas pode ajudar a se recuperar mais rápido e partir para outro empreendimento. Vejo isso pelo meu namorado que abriu um açougue e depois de cinco anos, não deu certo. Hoje ele analisa a situação e reconhece que não tinha todo o conhecimento necessário para poder administrar corretamente um negócio que não era sua fortaleza. E talvez por isso, seu novo negócio de sistemas esteja andando bem. Por haver aprendido com os erros anteriores. E isso só aconteceu porque reconheceu seu fracasso. Acho isso fantástico, porque vejo nele a humildade de aceitar, analisar e a inteligência de continuar para frente. Um exemplo contrário foi um tio, que herdou uma quantia considerável com a morte dos pais e comprou um açougue em um bairro que ele não conhecia tanto. Ele também não era do ramo e para piorar, pensava que com o dinheiro que tinha investido já não precisava mais trabalhar. Ledo engano. O negócio não funcionou também com a diferença que ele nunca mais conseguiu se recuperar, pois nunca pôde admitir os seus erros. E falando em erros menores, lembro quando comecei a usar óculos infantil, aos 5 anos e minha mãe comprou uma armação redonda e rosa, que não combinava com meu rosto. Claro, foi um trauma. Cheguei ao ponto de esconder os óculos no bolso quando chegava no colégio para que ninguém me visse. Mas minha mãe não reconhece que provocou em mim esse pequeno trauma. Para ela, determinar o óculos que eu iria usar era algo correto e indiscutível. Ou mesmo quando fiz dois anos de economia na faculdade, quando minha aptidão era para artes. Não combina, eu sei, mas só mês senti melhor, quando comecei a cursar belas artes e praticamente perdi esses anos de economia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário